Estreou hoje a primeira ação publicitária nos trending topics do Twitter, mais especificamente um anúncio da Disney•Pixar, do filme Toy Story 3.
Diferentemente da maioria, não foi nenhum banner, nenhuma interação em Flash, nenhuma pop-up, nada disso. Apenas uma aparição, em último lugar, nos famosos trending topics. Ao lado do título do filme, apenas um discreto botão escrito “Promoted”, enfatizando que aquilo é uma publicidade e não um conteúdo gerado pelas pessoas.
Engana-se quem acha que clicando ali vai ser redirecionado para o site oficial do filme ou qualquer coisa do tipo. O resultado é nada mais do que o próprio mecanismo dos TT’s do Twitter: pessoas reais falando sobre o filme. Quer resultado melhor que esse?
A genialidade disso tudo é responsabilidade das cabeças pensantes do Twitter, que inventaram os trending topics – que muita gente achou um saco no começo, inclusive eu – e que agora é a sensação do site, o termômetro, e que, vez ou outra, estampa os principais jornais do mundo, seja qual for o assunto.
Sendo assim, eles conseguiram um jeito eficaz de ganhar dinheiro sem interferir na principal função do site e sem deixar nenhum usuário aborrecido.
Se o importante é estar nos trending topics, não seria diferente para os anunciantes, não é mesmo?
Sou fã da Coca-Cola desde sempre pelo simples fato dela ser gostosa, mas outra coisa que me faz ter uma admiração enorme pela marca são essas ações publicitárias de deixar qualquer concorrente com inveja.
Sem descrições nesse post, apenas assista o vídeo.
Explicando de leve, levaram Whoppers e Big Macs pra lugares do mundo onde as pessoas jamais tiveram acesso aos hambúrgueres. Então serviram um Whopper e um Big Mac praqueles paladares que seriam totalmente imparciais em dizer qual dos dois é o melhor. Afinal, nunca viram e muito menos provaram aquilo antes.
A experiência é sensacional. A maioria não sabe nem como segurar um hambúrguer, uma tenta comer com faca de plástico, outro começa comendo primeiro a “tampa” do Big Mac, etc. Aliás, isso reforça o fato de que esses lanches são realmente difíceis de serem comidos sem que caia algo no colo da gente ou que ele desmorone por completo.
Claro que essa campanha gerou uma polêmica: será que foi certo levar os lanches pra essa galera que mora escondida? Seriam os EUA querendo dominar o mundo e escravizar os pobres coitados com junkfood?
É exatamente essa frase que surge na minha cabeça assim que me aproximo de alguns semáforos aqui em Campo Grande.
Eu tenho verdadeiro ódio de ver neguinho se aproximando do meu carro e praticamente me enfiando goela a baixo panfletos que eu não quero receber. Digo “panfletos” no plural porque geralmente eles mandam dois iguais de uma vez só. Odeio, de verdade.
E o pior de tudo é que é praticamente impossível recusar, eles são mais rápidos que o seu “não, obrigado”. Acredito que eles possuam técnicas israelenses pra isso.
Aqui em Campo Grande é sempre muito calor, então se você não tem ar condicionado no carro (ainda bem que não é mais meu caso) é praticamente impossível andar de janelas fechadas.
Claro que muita gente também não gosta e muita gente deve adorar receber as propagandinhas malditas, mas será que dependendo do que você quer vender, é uma alternativa que dá retorno?
Eu não trabalho com impressos, não faço panfletos, mas a questão pode ser aplicada em várias mídias. Até onde “empurrar” a propaganda é a melhor solução?
Isso me faz lembrar os banners flutuantes que saltam na tela do computador, em cima daquela notícia que você estava lendo antes de entrarem na sua frente. Estaria vendendo a marca/produto ou irritando as pessoas?