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05/28/2011

10 coisas que acredito, por Felipe Memória

Felipe Memória

Pra quem não conhece, Felipe Memória é mestre em design, formado na PUC-Rio, escreveu o livro “Design para a internet: projetando a experiência perfeita” (que eu sempre recomendo), brasileiro, mora em Nova York e atualmente é Partner na HUGE.

Entre seus recentes projetos estão a nova CNN.com, Pepsi RefreshEverything.com e o app HBO GO, #1 na iTunes Store com mais de um milhão de downloads em apenas uma semana.

Acabei encontrando essas 10 “dicas” do Memória no blog do Rogério Pereira e decidi compartilhar por aqui. Não são macetes técnicos nem segredos milenares sobre design. São conselhos simples, diretos e que todos nós já devíamos saber de cor.

E, vindo de quem vem, acredito que vale a pena prestar um pouco mais de atenção. Vamos lá:

Compre o livro “Design para a internet: projetando a experiência perfeita”

1. Trabalhe mais que os outros
O mercado é uma competição. Quem trabalhar mais horas vence. Simples assim.

Um detalhe importante: isso só vale para quem tiver a pretensão de ser o melhor. Para esses o caminho é longo e sofrido. Mas é uma opção pessoal e não existe resposta certa.

2. Foque na qualidade do seu trabalho
Sempre foque em fazer o melhor trabalho possível. Faça o que for necessário. Faça das tripas coração. Não trabalhe com frequência em coisas que você não vai se orgulhar depois. Você está perdendo seu tempo. A vida é curta. Pense que no final da sua carreira, você vai olhar pra trás e pensar: o que fiz na minha vida?

3. Não seja um babaca
Você pode ser o melhor designer do mundo, mas você não precisa ser uma mala. Esqueça o seu ego. Babacas geniais não valem a pena.

4. Trabalhe por amor e não por dinheiro
Passamos grande parte da vida trabalhando, então escolha uma profissão que te faça feliz. Você terá muito mais chances de ser bom no que você gosta.

Com relação ao dinheiro, acredito que existem três coisas mais importantes: trabalhar com pessoas competentes, poder participar de projetos interessantes e ser tratado com carinho e respeito. Dinheiro vem depois. Nunca vá trabalhar numa empresa desinteressante que vá te pagar mais. Sempre priorize o aprendizado e o crescimento técnico.

5. Nunca pare de projetar
Pessoas que eram boas e assumem cargos gerenciais acabam parando de projetar e eventualmente viram profissionais piores. Não caia nessa armadilha e nunca dependa de alguém para fazer com que o seu projeto fique com a qualidade que você quer. Nossa profissão é cheia de impostores e amadores. Não se torne um deles por preguiça.

6. Nunca se importe em levar crédito
A única coisa que deve importar é o produto final e o bem da empresa. Sempre fale “nós” e não “eu”. Não ligar para crédito é uma coisa muito poderosa. Fique tranquilo, as pessoas sabem. Mesmo que alguém roube seu crédito, ela sabe. E os chefes sempre sabem muito mais do que você imagina.

7. Coloque o seu na reta
Peça a bola, tome decisões e chame a responsabilidade. Se der errado você vai aprender com o erro, se der certo você terá contribuído de forma decisiva e será recompensado. Não fique esperando alguém te dar algo para fazer. Invente alguma coisa e não seja preguiçoso. Ninguém quer ter funcionário que precisa de babá.

8. Pense como o dono
Não pense como funcionário. Sempre se coloque no papel do dono da empresa para todas as decisões. Contratações, aumentos, viagens, férias. Tome decisões baseadas no que você faria se os lucros fossem ser seus. Comporte-se como o chefe do seu chefe. Se coloque como um igual e não uma pessoa que se preocupa com o vale transporte.

9. Regras não existem
Saiba a pessoa certa com quem você precisa falar. Regras são uma coisa criada para controlar as massas. E funciona bem. As pessoas aceitam. Na verdade é tudo flexível. Se você tiver um bom motivo e estiver buscando um bem maior, quebre as regras e entregue. Aprenda com o Jack Bauer.

10. Seja leal
Não seja um mercenário que fica pulando de galho em galho. Tente construir alguma coisa que você possa colocar debaixo do braço por um tempo e falar: eu ajudei nessa, é meu e ninguém tasca. Não vá trabalhar para concorrentes. Seja honrado e confiável. Em que time você joga? Você se impressionaria em saber como isso é importante.

Sou fã do Memória e o que ele disse acima é inspirador. Acredito e tento ao máximo pôr esses ensinamentos no meu dia-a-dia.

Pense nisso.

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09/20/2008

Resultado da promoção do livro!

Antes de anunciar o ganhador do livro “A cientista que curou seu próprio cérebro”, da neurocientista Jill Bolte Taylor, eu gostaria de agradecer, de verdade, a todos que comentaram e participaram da primeira promoção do blog.

Se você não sabe do que estou falando, disfarça, olha pro lado, dê uma clicadinha aqui e depois volte para ler o resto.

Foram 26 comentários, várias pessoas participaram e confesso que não foi fácil escolher o vencedor. Mas, eu escolhi.

Já fiz suspense o bastante? Então tá!

Quem ganhou foi o bafocomics! Que disse o seguinte:

Pra falar a verdade eu ficaria aterrorizado, todo mundo acha mil maravilhas começar tudo do zero e acha que vai acertar tudo que errou, mas puta merda, e as coisas que eu acertei já?

Como posso eu conquistar 2 vezes a mesma mulher que tanto me faz feliz, esbarrar em alguém na rua e descobrir um emprego novo depois de uma conversa trivial, como poderia eu aprender com o inesperado, qualquer coisa diferente que fizermos nos colocaria em um caminho completamente novo e inexplorado.

Na realidade, nós começamos do zero todos os dias, e mal nos damos conta disso.

Foi difícil de escolher porque esse assunto é bem particular, todas as respostas eram ótimas e especiais para seus autores, mas essa foi a que mais me identifiquei, por isso foi escolhida.

É isso! Bafo, vou te mandar um email pedindo seus dados para eu poder enviar o livro. Espero que goste!

Também tenho que agradecer à Ediouro pela proposta de parceria e pela confiança. E fica um segredinho: vem mais por aí.

7 comentários
09/12/2008

Livros e promoção no blog!

A cientista que curou seu próprio cérebro

Um tempo atrás eu postei aqui no blog sobre o site TED Talks e dizia que naquele momento estava assistindo a palestra da neurocientista Jill Bolte Taylor. Desde então achei sua história fascinante.

Recentemente fechei uma parceria com a editora Ediouro para ler e dar minha opinião sobre livros que tenham a ver com o que eu geralmente posto aqui no blog e o primeiro deles foi justamente o livro da Dra. Jill: A cientista que curou seu próprio cérebro.

De tão gostoso de ler, terminei o livro em uma semana, sendo que só leio de madrugada, algumas horas antes de dormir. Pois bem, o livro é excelente e, como ela mesmo afirma:

Este não é um livro para cientistas. A mente tem o poder de trazer uma nova vida. Basta querer.

É a pura verdade. Confesso que tive um certo receio de achar que o livro seria técnico ou científico demais e eu não conseguiria terminar de ler. Mas, muito pelo contrário, a autora usa uma linguagem simples, bastante direta e humana. Além disso, seus relatos são ricos em detalhes, torna-se fácil visualizar toda sua história.

Pra quem não sabe, Jill Bolte Taylor é uma neurocientista que estava acostumada a tratar pacientes vítimas de derrame quando, em uma manhã, ela mesma foi acometida por um. Em apenas quatro horas, ela pôde perceber seu cérebro se deteriorar, até que não pudesse mais falar, ler, escrever ou se lembrar de qualquer acontecimento da sua vida.

Repito: o livro não é para cientistas ou especialistas no assunto. É pra qualquer pessoa que deseja conhecer essa bela história e saber um pouco mais sobre como podemos ter total controle sobre nossa mente e ter uma vida melhor.

Promoção no Blog do Edu!

A Ediouro deu, de cortesia, dois exemplares do livro. Um pra mim e outro pra sortear pras queridas pessoas que lêem e comentam por aqui. Então vamos lá:

O que você mudaria na sua vida se tivesse que recomeçar tudo do zero?

A melhor e mais criativa resposta leva um exemplar! As respostas podem ser feitas diretamente nos comentários.

40 comentários
04/19/2008

Twitter faz falta

Neste exato momento o Twitter está fora do ar, em manutenção. No começo eu não via muito sentido no dito cujo, achava meio sem graça, não entendia direito aquele lance de “@fulano” e tal.

Mas não é que o negócio vicia? Microposts viraram essenciais pra mim porque às vezes quero postar várias coisinhas em um espaço curto de tempo e fazer isso no blog não é bacana, fica zoneado pra caramba. Mas, como o Twitter ainda está fora do ar, lá vai:

1) Chegou meu livro, finalmente. O Submarino atrasou demais, deu mil desculpas, mas acabou entregando. Pra quem não sabe, o livro é um best-seller internacional chamado A Cauda Longa (The Long Tail)[bb], escrito por Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired. No começo do blog eu falei um pouco sobre o livro.

2) Aviso aos sedentários: jogar 1h30 de futsal após meses de inatividade pode ser considerado suicídio. Mas cá entre nós, fechei o gol :)

3) Nada como receber uns e-mails motivantes, né? Depois eu conto mais!

E pra quem quiser me seguir no Twitter, clique ali, mais pra lá, isso, aqui.

Agora vou ler. Tchau.

6 comentários
03/26/2008

Próximos livros e Superinteressante liberando geral

Fim de mês é complicado. Mas daqui uns dias pretendo comprar dois livros pra coleção:

Design para a internet: Projetando a Experiência Perfeita

Design para a internet: Projetando a Experiência PerfeitaSem mentira. Já li esse livro umas três vezes e não enjoo. Ou melhor, não deixo de precisar. Uma pena que eu ainda não tenha o meu exemplar, porque li na época que trabalhava na SuperBiz e o pessoal de lá comprou, por indicação minha.

Foi escrito por Felipe Memória, mestre em Design com ênfase em Ergonomia, Usabilidade e Interação Humano-Computador. Trabalhou na Globo.com e atualmente está na HUGE de NY. O livro é extremamente fácil de ser lido. Parece que você está frente a frente com o autor, batendo papo sobre usabilidade, com ele contando todos os segredos. Traz bastante imagens para exemplificar bem o assunto e ainda conta com um site/blog exclusivo do livro.

A Cauda Longa

A Cauda Longa, por Chris AndersonEsse ainda não conheço, mas estou bastante curioso. Foi escrito por Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired e foi bastante citado no último livro que li: As Novas Regras do Marketing e de Relações Públicas, de David Meerman Scott.

Estava pesquisando onde comprar os livros e encontrei uma resenha bacana da qual tirei e editei um pedacinho:

Usando o mundo dos filmes, dos livros e das músicas, (Chris Anderson) mostrou que a internet deu origem a um novo universo, em que a receita total de uma multidão de produtos de nicho, com baixos volumes de vendas, é igual à receita total dos poucos grandes sucessos.

Então, cunhou o termo “Cauda Longa” para descrever essa situação, o qual, desde então, tem sido citado com destaque pela alta gerência das empresas e pelos meios de comunicação em todo o mundo.

Para onde estão debandando aqueles consumidores volúveis, que corriam atrás do efêmero? Em vez de avançarem como manada numa única direção, eles agora se dispersam ao sabor dos ventos, à medida que o mercado se fragmenta em inúmeros nichos

Me deu uma baita vontade de ler. Falando em leitura, acabei de ver no blog do Cris Dias que a Revista Superinteressante disponibilizou em seu site todo o conteúdo de suas edições de 1987 até 2006. Muito foda!

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