Jogador Nº 1

Eu nunca fui muito fã de livros, sempre preferi os filmes. Lia os da época do colégio porque eram obrigatórios, caíam nas provas e, mesmo assim, pulava algumas páginas e alguns capítulos. Depois disso, só li livros técnicos, que tivessem algo a ver com design e internet.

Porém, uns dias atrás, saindo com a Carol para dar umas voltas pela cidade, encontrei o livro Jogador Nº 1 (Ready Player One) de Ernest Cline e, depois de ler a sinopse e buscar alguns reviews rápidos na internet, acabei comprando.

Paramos num Starbucks e enquanto ela ficou desenhando eu devorei os primeiros capítulos na velocidade da luz.

A história é mais ou menos assim:

Ano 2044, crise energética por conta do esgotamento do petróleo, superpopulação, pessoas vivendo em containers empilhados e refugiando-se numa espécie de Facebook com Second Life, chamado OASIS, que é livre e grátis, basta ter acesso à internet para usá-lo. O mundo inteiro está lá e a vida virtual acaba sendo mais importante que a vida real, que praticamente não tem mais nada de bom para oferecer.

As grandes empresas querem tomar o OASIS para cobrar acesso dos usuários, inserir publicidade e etc. O criador da rede, James Halliday, não quer que isso aconteça e, antes de morrer, anuncia que há pistas dentro do OASIS e quem encontrá-las será o seu herdeiro. Com sua morte, toda a fortuna e o controle do OASIS ficam bloqueados até que um jogador esperto o suficiente consiga resolver todos os enigmas e assim herdar a fortuna bilionária e controle do jogo.

Incrível. Este livro deixou muito feliz o geek que existe dentro de mim. Parece que foi escrito especialmente para mim.
Patrick Rothfuss

É aí que entra o personagem Wade Watts, 17 anos. Um garoto normal, frustrado com sua vida real, acima do peso e gamer nato. Com o nickname de Parzival, ele é fascinado pelo OASIS e seu criador e está disposto a encontrar as pistas para se tornar o herdeiro. Assim que começa a ter os primeiros sucessos, Parzival (Wade esconde sua verdadeira identidade a todo custo) passa a ser celebridade e o mundo todo está de olho nele, alguns admirando-o e outros a fim de impedi-lo de conseguir chegar primeiro ao tesouro.

O livro é intenso e Ernest Cline conta muito bem a história, prendendo o leitor com suas referências à cultura pop dos anos 80, como Ultraman, Atari, Curtindo a Vida Adoidado, Star Wars, etc.

Ainda não terminei de ler o Jogador Nº 1, mas pretendo fazê-lo logo antes que o filme saia. Sim, o livro vai chegar aos cinemas pela Warner Bros.

Se você é como eu e adora os anos 80, videogames e cia, vai ficar fascinado pela obra.

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