
Hoje o Pablo Lobo me mostrou um app pra iPhone muito interessante, o Chirp.
No início é um pouco difícil entender a ideia e como ele pode ser realmente útil. Eu recomendo deixar essa segunda parte pra depois.
Vamos falar do conceito. É como se o seu celular falasse. Ou melhor, cantasse. Chirp permite compartilhar – até agora – notas de texto, links e imagens, diretamente pelo som. Um iPhone “fala” e o outro escuta. E pronto, um arquivo foi compartilhado.
De início fiz uns testes com o Dani e funcionou perfeitamente. Conseguimos trocar fotos, textos e links sem sincronizar nada, sem adicionar ninguém, sem sequer se identificar via Facebook ou Twitter. Apenas pelo som.
E por ser pelo som, não é necessário nem estar de fato perto um do outro. Não é necessário sequer conhecer um ao outro. É aí que a brincadeira começa a ficar interessante. O Dani deu um exemplo de uso muito bom: podcasts.
Vamos supor que o Jovem Nerd lance um novo episódio do Nerdcast e, no meio do programa, decidem presentear os ouvintes com um código promocional para comprar um PS3 com desconto em alguma loja. É só eles digitarem o código e mandar o Chirp cantar. As pessoas, em suas casas ouvindo o podcast, podem acionar o app e receber o brinde.
Outro exemplo: o Pearl Jam, no meio de um show pra um estádio lotado com mais de 20 mil pessoas, resolve dar acesso exclusivo, ali na hora, ao link de download do novo álbum. Basta o Eddie Vedder colocar o Chirp no microfone e voilá.
Pensando num caso mais extremo ainda, um país inteiro pode ser alertado via rádio com mapas e geolocalização de onde se abrigar numa epidemia zumbi.
Existem buracos e coisas que poderiam funcionar melhor? Existem. Mas isso pode revolucionar a maneira como compartilhamos as coisas.
É esperar pra ver. E ouvir.