CarPlay

CarPlay

Ainda no embalo do post anterior onde falei do Airframe, um suporte veicular pra celular, hoje vi uma notícia muito bacana vinda da própria Apple: o iOS está chegando oficialmente aos carros. E seu nome é CarPlay.

Na verdade, é apenas uma interface para o iOS do iPhone. O carro em si não terá o sistema diretamente incorporado, será necessário plugar o aparelho via cabo lightning (iPhone 5, 5C e 5S) para tudo funcionar.

Mesmo assim a ideia é muito boa e já deveria existir há um bom tempo. Afinal, os carros têm porta-copos, porta-luvas refrigerado, lugar para guardar óculos, carteira… Mas cadê a integração com o celular?

Recentemente, quando fui trocar de carro, uma das coisas que reparei foi o quanto ele estava ou não preparado para o uso diário do celular enquanto dirigimos. No Peugeot 208 eu consigo, através do bluetooth e USB, fazer e atender chamadas enquanto dirijo, além de controlar minhas músicas, volume etc. Tudo isso através dos controles no volante e também no painel touchscreen.

É bom, mas com o iOS vai ser melhor.

A diferença são os apps. Além do tradicional telefone, SMS e música (inclusive Spotify), a Apple vai liberar apps de terceiros. Isso significa ter um Waze “nativo” no seu carro.

O 208 tem uma central multimídia com GPS, mas usei apenas uma vez para testar e nunca mais. Quando preciso realmente me guiar pelo GPS, utilizo o combo Airframe + iPhone + Waze. Não dá para competir.

O CarPlay chega já em 2014, mas apenas para algumas marcas: Ferrari, Honda, Hyundai, Jaguar, Mercedes-Benz e Volvo. BMW, Chevrolet, Ford, Kia, Land Rover, Mitsubishi, Nissan, Opel, Peugeot, Citröen, Subaru, Suzuki e Toyota estão na lista para contar com a novidade em seus veículos futuramente.

Espero que não esqueçam de pensar em um compartimento adequado para “espetar” o iPhone no cabo lightning. Um dock bem posicionado cairia bem.

Kenu Airframe

Airframe_BlogdoEdu

Já tive alguns suportes veiculares pra iPhone e até hoje nenhum havia me agradado totalmente. Uns eram bons no início mas depois ficavam moles, frouxos, e não aguentavam o peso do aparelho quando o carro passava numa lombada, por exemplo.

Quem já passou por isso sabe como é ruim dirigir e ter que ficar cuidando pra ver se o celular está no lugar. Ainda mais quando se está usando um aplicativo como o Waze.

Resolvi procurar alternativas melhores e acabei descobrindo o Kenu Airframe, um simples e eficaz suporte veicular que resolveu todos esses problemas.

Airframe_BlogdoEdu3Ele encaixa na saída de ar do carro, ficando num alcance confortável das mãos e sem necessidade de prender com ventosa no painel ou no vidro.

Quando li sobre o encaixe, a primeira coisa que pensei foi: isso vai arranhar todo o plástico.

Foi aí que comecei a perceber que o produto é muito bem projetado. Na “garra” que segura o Airframe na saída de ar, existe um revestimento de borracha para evitar qualquer arranhão. E são duas fendas de diferentes tamanhos, com rotação 360°, que permitem um encaixe adequado de acordo com o seu carro.

Além do belo design, os materiais são ótimos e em nenhum momento fiquei com a sensação de que ele poderia soltar ou o celular cair por algum motivo.

O Airframe funciona com qualquer smartphone de tela até 4.8″, incluindo iPhone, Samsung Galaxy e Windows Phone.

Disponível na Apple Store por R$99.

Subtitles

Subtitles

Conheci um app que acabou com a tortura de encontrar a legenda correta para aquele filme/série que você baixou: Subtitles.

É só fazer o download, instalar e configurar o idioma das legendas que você quer encontrar. Depois, é só arrastar o arquivo do vídeo para dentro do app e pronto.

Ele encontra (na maioria das vezes) o arquivo correto da legenda para aquele vídeo e já salva na mesma pasta e com o nome exato para não ter incompatibilidade na hora de dar o play.

Funciona em Mac/Windows e é grátis.

VSCO Cam para Android

android_gs4_camera

Esse post é curtinho: muita gente perguntava no post sobre o beta do VSCO Cam para Android quando o app estaria disponível para todos os usuários e a boa notícia é que ele foi lançado oficialmente hoje.

Participei do beta teste e posso garantir que o aplicativo está redondo e funcionando muito bem. Capricharam nos detalhes e a espera valeu a pena. Estão entregando o melhor app de fotografia que existe e preenchendo um enorme vazio que existia no segmento.

Baixe o VSCO Cam de graça na Play Store e siga-me no VSCO Grid.

Voltei pro iPhone

iPhone 5C

Quatro meses atrás eu troquei meu antigo iPhone 4 por um Galaxy S4 com Android. O assunto deu o que falar e rendeu até uma publicação no Tecnoblog. Caso queira entender melhor o que vem a seguir, recomendo que leia esse post antes.

Importante: vale lembrar que a intenção aqui não é criar um campo de batalha do time Android contra o time iPhone. São apenas minhas impressões e opinião pessoal sobre o assunto. Escrevo esse post porque é um tipo de conteúdo que não encontrei por aí quando fiz minhas pesquisas. Fique à vontade para comentar e seja construtivo :)

Dito isso, vamos lá: eu adorei o Android. Achei um sistema muito completo, inteligente e bastante dinâmico. Gostei muito dos widgets, de poder deixar a interface do meu gosto e em nenhum momento o software deixou a desejar. Muito pelo contrário. Acho até que tem muita coisa ali que a Apple precisa aprender.

– Mas Edu, então o que te fez voltar? 

Foram basicamente três pontos que, pra mim, fizeram toda a diferença:

1 – Fotografia

Esse julgo ser o mais importante, porque 90% do meu uso de smartphone é pra fotografia, VSCO Grid, Instagram etc. E por mais que a câmera do Galaxy S4 seja ótima com seus 13 megapixels, depois de algum tempo descobri que ela não é tão boa assim pra mim. Participei do beta teste do VSCO Cam pra Android e nessa experiência notei a falta da capacidade de fotometrar. Pra quem realmente se importa com fotografia isso é um grande desfalque.

Depender de um ambiente perfeito de luz e poder controlar somente o foco não é legal. O pessoal do VSCO entrou em contato com a Samsung e por enquanto não há interesse da empresa em consertar esse problema.

No iPhone é possível separar foco e exposição e trabalhar com eles de maneira independente. Infelizmente no S4 isso não é possível e me frustrou muito. Não sei se em outros aparelhos Android essa função existe, mas acredito que sim.

2 – Design físico

Esse era um dos meus principais receios. Nunca achei o Galaxy S4 bonito, mas no início gostei bastante do tamanho da tela, por exemplo. Com o passar do tempo comecei a achar ruim o fato de não conseguir usá-lo confortavelmente apenas com uma mão. Além de escorregar, várias vezes eu “clicava” acidentalmente em um aplicativo quando queria apenas segurar o celular ou usar o botão home.

Fiquei com o iPhone da Carol durante uma semana, quando estive no Interaction South America 2013, em Recife, e percebi que me readaptei facilmente à tela menor e que o design do aparelho da Apple realmente me agradava mais. E essa experiência também evidenciou o terceiro ponto: a bateria.

3 – Bateria

Me surpreendi quando tentei carregar o S4 no USB do computador. Demora muito, mas muito mesmo, pra carregar a bateria desse jeito. A única saída é usar o carregador de tomada que, convenhamos, não é a maneira mais prática no dia a dia.

Isso ficou evidente também durante essa viagem pra Recife, pois estava com o iPhone e precisava carregá-lo no notebook porque não tinha tomada disponível por perto. Em pouco tempo a bateria já estava quase cheia. Se fosse com o S4, teria ficado na mão.

Botando na balança

Tendo os prós e contras, eu precisava colocar tudo na balança pra decidir se continuava com o S4 ou se voltava pro iPhone. Não é uma decisão simples de ser tomada, ainda mais quando seu aparelho ainda é um top de linha. Mas a ergonomia, praticidade, design e fotografia me fizeram abrir mão do belo sistema operacional que é o Android.

– Então você gosta do Android, mas não gostou do S4. Por que não comprou outro Android pra testar?

Porque a vida não é fácil assim, amigo. Preferi não arriscar mais, apesar de ter considerado um Nexus 5.

– E você voltou pra qual iPhone?

Agora tenho um iPhone 5C branco. Confesso que tinha um certo preconceito e desconfiança com o plástico e resolvi ir até à loja pra ver pessoalmente. Fiquei surpreso com a qualidade e o acabamento e acabei levando pra casa. O aparelho é lindo e me lembra um pouco os Macs brancos, meus favoritos entre todos que o Sir Jony Ive desenhou.

Conclusão

Estou feliz com a volta e espero que a Apple corra atrás do prejuízo e evolua o iOS. O Android está aí pra mostrar que dá pra fazer melhor. Também espero que as fabricantes façam melhores aparelhos com Android e que dêem uma atenção especial para o design e a fotografia.

Se você está em dúvida sobre qual smartphone escolher, tomara que minha experiência possa ajudar na sua decisão.

VSCO Cam em beta no Android

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A notícia de que o badalado app de fotografia VSCO Cam está em beta para Android é velha, mas a novidade é que recebi o convite para participar do beta fechado há alguns dias e venho usando-o até então.

O VSCO Cam era um dos meus apps favoritos na época do iPhone. Seus presets são de muito bom gosto e sutis, nada exagerado que acaba destruindo a sua fotografia como alguns fazem por aí (e você pode comprar vários outros presets na loja interna do app). Além disso e de ferramentas de edição básicas (crop, contraste, exposição etc) o app se destaca pelo poder de sua câmera, utilizando foco e exposição separadamente.

Outro produto muito bacana que anda junto com o VSCO Cam é o VSCO Grid, que nada mais é que seu perfil público com suas fotos. A grande vantagem é que o Grid te permite subir as fotos em várias proporções, fugindo do padrão 1:1 do Instagram, e as imagens são em alta resolução com uma qualidade invejável.

Em uma matéria do The Verge, o VSCO nega querer se tornar uma nova rede social e afirma que está focado em criar uma plataforma de fotografia que honre a arte criada por seus usuários sem precisar de likes e comentários.

Até o lançamento oficial do VSCO Cam pra Android os beta testers não podem dar muitas informações, mas se posso adiantar algo é que finalmente os usuários de Android terão um app robusto de fotografia. Vai valer a pena esperar.

Enquanto isso você pode se inscrever no programa de beta, ver minhas fotos no meu VSCO Grid e me seguir no Instagram.

Home City Home

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Hoje chegou meu guia de São Paulo do Home City Home. Sim, de São Paulo, mesmo. Moro aqui há três anos mas conheço pouquíssimo da cidade, então resolvi aproveitar essa ideia super bacana pra montar um guia de turismo pra mim.

O Home City Home é diferente porque não é um guia comum de turismo. Ele é elaborado por moradores da cidade, cada um com um perfil diferente. Você escolhe as pessoas com quem mais se identifica e recebe o guia personalizado com as dicas delas. Assim fica mais fácil descobrir lugares pouco (ou nunca) citados em guias tradicionais, que são feitos pra agradar todo mundo.

Eu escolhi a Helena Faria (Pesquisadora de tendências), o Filipe Techera (Maníaco por TV e seriados), a Bili (Publicitária apaixonada por artes) e o Raffa (Consultor de viagem).

O guia é puro capricho, desde a embalagem até os mínimos detalhes de design, cores e tipografia. Tem uma linguagem simples e direta, bem ilustrado com fotografias, sendo muitas do próprio Instagram dos cocriadores. São dicas em português e inglês de cultura, compras, café da manhã, almoço, jantar, petiscos, noite, entre outros. Vai desde um jantar no Chez MIS até compras garimpadas na Amoreira.

Gostei demais do que recebi e pensei logo em postar aqui no blog. Minhas expectativas eram bem altas e foram correspondidas. O próximo passo agora é botar tudo isso em prática e já sei por onde começar.

Por enquanto as cidades disponíveis são São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, mas tudo indica que vem mais por aí. Se você está procurando um guia diferente, essa é a dica. Garanto que não vai se arrepender.

Cutterman Co.

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Um dos motivos desse blog existir é justamente para poder compartilhar alguns achados e boas experiências. Há uns dias atrás tive o prazer de cair no site da Cutterman Co. e a primeira impressão foi: opa, parece que temos algo realmente bom aqui.

A apresentação dos caras é ótima e logo na primeira navegada entre os produtos é possível ter certeza de que ali tem gente que sabe muito bem o que está fazendo.

Eu estava procurando uma alça/correia nova pra minha Telecaster e queria algo mais trabalhado, com identidade e que combinasse comigo e com a Teleca. A alça Whisky serviu perfeitamente e a estreia foi no ensaio de domingo. Ah, e claro que veio com a palheta da Cutterman Co. dentro do porta-palheta!

Aproveitei o embalo (e o frete, claro) para pedir uns braceletes. A vontade é de comprar a loja toda, os cintos, as alças para câmeras, as carteiras etc.

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Os produtos, todos feitos à mão, têm personalidade e possuem um capricho ímpar, que também está presente no atendimento e nas embalagens de entrega. A satisfação foi tanta que estou aqui escrevendo esse post, que não é patrocinado, diga-se de passagem.

A Cutterman Co. é brasileira e funciona em Curitiba, PR. Você pode segui-los no Pinterest, Instagram, Tumblr e curtir a página no Facebook.

Troquei meu iPhone por um Android

Depois de quase três anos como fiel usuário de iPhone – e consequentemente de iOS – enjoei do gadget da Apple e agora meu smartphone é um Android. Mais precisamente esse aí da foto, um Galaxy S4.

O motivo da troca foi esse mesmo: enjoei. Não que o iPhone/iOS tenha ficado ruim, longe disso. Ainda acho um aparelho fantástico e que funciona muito bem, mas pra mim essa dupla parou no tempo. Enxergo o telefone da Apple exatamente como o mesmo que o Steve Jobs apresentou ao mundo no dia 9 de janeiro de 2007. É claro que novas versões foram lançadas, o design físico ficou cada vez melhor, o iOS foi sendo aprimorado e tudo mais, mas a essência é exatamente a mesma. A mesma interface, o mesmo grid limitado, o mesmo tudo. Pra ser sincero, não consigo lembrar de sequer uma grande inovação nos últimos tempos. Minha esperança era o tão esperado iOS 7 sob a batuta do Jony Ive, mas novamente nada de novo foi apresentado.

Comecei então a abrir os olhos para a concorrência. Primeiro cogitei o Lumia porque acho fantástico o design do aparelho e à primeira vista a interface do Windows Phone me agradou bastante, mas recebi tanto feedback negativo que acabei desistindo rápido.

Com Android eu sempre tive um preconceito: o visual não me agradava. Sempre via interfaces muito feias que me lembravam aqueles computadores velhos cheios de tranqueiras. Esse preconceito começou a ir embora quando o Alexandre Nigri me mostrou as funcionalidades e principalmente a flexibilidade para customização do Android no seu antigo Galaxy S3. Foi a primeira vez que vi uma interface bonita e funcional no OS do Google.

Vi que o Android tinha muito do que eu achava que o iPhone deveria ter. Widgets funcionando diretamente na home screen, liberdade total para personalização de interface e funcionalidades. No iPhone eu trocava o wallpaper e instalava/desinstalava aplicativos. Nada mais. Sentia falta de um calendário mais eficiente logo de cara, por exemplo. Ou menos ícones na primeira tela para poder de fato ver aquele wallpaper tão bonito. Ou poder mudar tudo isso quando eu bem entendesse.

Depois de muito pensar e ler praticamente todos os reviews que existem por aí, a escolha foi feita. Por mais superficial que possa parecer, não é fácil fazer essa troca. Mas fui em frente, aposentei o antigo iPhone 4 e optei pelo Samsung Galaxy S4. Pensei em pegar o Nexus 4 e o HTC One, mas o primeiro não tem 4G e o segundo não é vendido no Brasil.

Vamos aos pontos positivos e negativos que senti logo nos primeiros dias:

Pontos positivos

  • A interface é minha e eu a deixo como eu quiser. Essa foi a base de tudo
  • A tela grande assusta no início mas depois torna-se essencial
  • A resolução (1920×1080) é impressionante, principalmente para vídeos
  • O aparelho é super leve e fica confortável no bolso
  • Sincronizei meus dados (contatos, agenda etc) facilmente. Viva o Google!

Pontos negativos

  • A maioria dos novos aplicativos ainda sai primeiro para iOS
  • Talvez aquele seu aplicativo favorito não tenha versão Android
  • Faltam opções de aplicativos para edição de foto como o Afterlight e VSCO
  • O iPhone continua sendo mais bonito fisicamente
  • Alguns aplicativos podem não ser compatíveis com o seu aparelho

Coisas que você tem que se acostumar

  • São sistemas diferentes, não espere ter a mesma experiência de uso
  • Personalizar é bacana mas exige um certo trabalho de pesquisa
  • É Android, mas cada fabricante tem suas modificações no sistema
  • A fonte não é Helvetica (mas tem como baixar)

Conclusão

Pra mim, acho que vale a pena arriscar em algo diferente se você também está enjoado do seu iPhone. Teste, experimente. É só um celular e não uma operação de mudança de sexo. Pode ser que amanhã a Apple lance algo inovador e me faça querer voltar atrás. Quem sabe?

Se você gostou da home screen que aparece na foto, aqui vai a lista dos apps e widgets que utilizei:

Toda Leica tem alma

A primeira campanha da Leica no Brasil é essa aí de cima. Impecável, como tudo que é produzido pela empresa alemã.

O vídeo conta a história da Leica III e do fotógrafo Robert Capa, quando ambos morreram numa mina terrestre, na Guerra da Indochina, em 1954. E para provar que toda Leica tem alma, a reencarnação do preto e branco veio em forma de câmera digital, a M-Monochrom.

Aplausos.

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